Esqueci como respirava por uns dois segundos, depois enchi os pulmões daquele ar puramente londrinense. Meu Deus, eu vou conhecer o Luan! Meu Luan!
John servia-se da minha sopa com a maior naturalidade, como se a futura presença do Luan Santana não fizesse diferença alguma!
Ok, Ana, pense um pouco. Para o gerente do Barolo, devia mesmo ser natural. O Luan é louco por esse restaurante. Acabei minha sopa e respirei fundo. Preparei o típico chá de maracujá, eu preciso me acalmar. eu tenho de parecer uma garota normal, eu não posso surtar na presença deles se não quiser perder o emprego. Eu gosto de trabalhar aqui, eu preciso do dinheiro.
Lembrei da garota desgrenhada e suada que vi no espelho minutos antes. O pânico bateu;
Meu Deus, será que uma vez na vida, eu não podia estar bonita na presença de pessoas que me deixam sem ação?
Na verdade eu não sei se eles me deixam sem ação, mas imagino que é essa a reação que eles causam. Pelo menos em uma garota que tem um celular cheio de fotos e músicas dele. Bebi o chá bem devagar, respirando fundo a cada gole.
Certo. Ele é só um jovem. Apena menino com uma grande fama por causa da sua voz maravilhosa, e porque eles tem uma amizade linda e um sorriso de criança, e em apenas alguns anos conquistou tanta coisa, e é tão jovem.
Mas é só um garoto. Se não fosse famoso eu nem saberia de sua existência. Então chega, deu de pânico, ele não poderia me causar nada se eu não deixar. Fechei os olhos e suspirei. Ok, vamos lá. Caminhei até a mesa onde John e Danni estavam ainda almoçando.
- Eles vêm que horas? - Perguntei casualmente
- Às dez e meia da noite. - Semicerrei os olhos, John esperou.
- Então por que avisam tão cado? - Falei tirando a panela vazia da sopa da mesa e caminhando até a cozinha - Se acham muito importantes essas pessoas,não? Já ligam cedo pra dizer "contenham as fãs, queremos o Barola fechado só pra gente" ha ha - Falei com deboche. Estou nervosa e é o único jeito de expressar isso no momento. Ouvi John rir.
- Até que enfim uma garçonete que não teve que beber um copo de água com açúcar pra se acalmar. É a primeira que reclama.
- É, pelo jeito ela não curte muito ele. - O Danni atreveu-se a dizer.
- Ela disse que gosta das músicas, mas isso não quer dizer que gosta de quem as canta.
Vi Toshiro entrar apressado pela porta da frente, e parou quando chegou onde John estava.
- Desculpe John, minha irmã não está muito bem.
- Sorte a sua que a Ana deu conta da tua parte.
- Vou agradecer, e coloque essa parte do meu salário no dela. Mas não vou poder ficar hoje, minha irmã está com virose, ficarei no hospital com ela.
- Toshiro, hoje virão o Luan e sua equipe, precisaria de você.
- Desculpe, posso compensar outro dia? - Sai da cozinha e fui até onde estavam.
- Eu me viro. Vai lá. - John me olhou, pigarrei e senti corar - Se o John liberta. - Ele riu.
- Se ele faz a sua parte, então vai lá. - O japonês veio até mim e me ergueu do chão num abraço bom. Desde que cheguei aqui, ninguém tinha me abraçado, sorri.
- Valeu Ana, te devo essa!
[...]
São dez e vinte e meu coração simplesmente está preste a sair pela boca.
John pendurou um aviso, dizendo que hoje só vamos trabalhar até as nove. Ou seja, os clientes que chegaram por último, já estão indo embora. Fechei a porta quando o último casal saiu e corri para o banheiro. Penteei os cabelos e os amarrei de volta num coque, com um elástico. Passei uma água no rosto e manteiga de cacau pra hidratas os lábios. Mais que isso não da pra fazer. Sentei numa cadeira, Danni sentou do meu lado.
- E aí, preparada pra receber os famosinhos? - Pela explícita ironia na fala dela percebi que não gostava do Luan e sua equipe.
- Pois é, é o meu trabalho.
John apareceu.
- Prontos? Sejam naturais e profissionais, não precisa dar recomendações não é? Ninguém aqui vai chorar ou gritar de emoção ao vê-los, então devo dizer que eles chegaram.
As persianas estavam todas fechadas. Quanto menos as pessoas do lado de fora pudessem ver, melhor. Conforme a van parou em frente ao restaurante, um aglomerado de meninas, gritos e soluços chegou junto. Vi Well descer e abrir a porta, então Luan desceu. As meninas começaram a gritar mais ainda, não sei como conseguiam. E meu coração começou a bater mais forte, meu estomago está dando voltar. Acho que vou vomitar.
John abriu a porta e gritou.
- Afastem-se meninas, afastem-se! Deixe-os passar!
Aos poucos o corredor foi aberto e eu corri para a cozinha. Sei que vou ficar incontrolável se não sair daqui antes que eles entrem. Esbarrei no Danni.
-Ai, desculpa! - Disse esbaforida
- Que foi, muita emoção?
- Nada disso, só não quero ver aquele amontoado de garotas atrás desses famosos. - Ele sorriu e eu engoli minha falsidade
- Isso aí garota, vamos recepcioná-los. É o nosso trabalho.
- Nada disso, nosso trabalho é anotar os pedidos e entregar.- Contra ataquei.
- O John gosta muito deles, vai ser melhor pra nós se formos.
Respirei fundo, alisei o uniforme. Eu to um lixo, mas de qualquer forma eles não vão me notar. Quem nota a garçonete?
Cheguei à parte principal do restaurante a ponto de vê-los parando para bater fotos e dar autógrafos. Haviam dezenas de mãos tentando tocá-los.
Eu quero abracá-los. Eu quero abraçá-los.Só o que consigo pensar é isso.
Então o pexola entrou, cumprimentando John como um velho amigo. Marla, Day, Marreta, Juliano e por último, Luan.
Ai meu Deus. Ai meu Deus Ana, respira.
John cumprimentou e fez um gesto com a mão pra mim er até lá. Ta brincando comigo, isso é sacanagem! Sorri sem mostrar os dentes, qualquer gesto que eles retribuíssem, pode resultar numa Ana agarrada no pescoço deles, gritando, chorando e tudo mais.
- Deixem-me apresentar nossa nova garçonete, Ana.
- Oi- Falei sem saber o que mais falar.
Day veio até mim e me deu um abraço leve, e que abraço! Não acredito que abracei a Day, não acredito!
- Seja bem vinda!
Falei um tímido "obrigada" foi a melhor coisa que consegui dizer.
Então Pexola veio falar comigo. Estou tentando conter o sorriso. Tentando me manter calma.
- Prazer, Pexola.
- O prazer é meu, Ana. - E recebi outro abraço. Meu Deus, como eles são educados!
Marreta e seus diferentes modos de cabelo. Arrumou o cabelo do jeito que só ele faz e sorriu.
- Sou a Marla! Estou feliz pelo Batola ter uma bela garota agora! - Me abraçou também. Que perfume delicioso!
- Me chamo Ana, e obrigada! - Meu estomago está mais calmo. Eles estão me deixando a vontade.
Marla e sua expressão brincalhona aproximou-se.
- Já recuperou o ar?
- Como? - Falei abrindo um sorriso finalmente
- A gente te abraçou, você devia estar sem ar. - Ela fez uma careta e olhou para o John apontando pra mim. - Qual o problema dessa garota? - Perguntou. Eu ri outra vez, junto a todas as pessoas que estavam ali.
- Ela não é fã de você. - John abriu os braços, erguendo-os como para o céu e sorrindo.- nõa é uma maravilha? A primeira garçonete que não surtou ao vê-los! - Todos riram outra vez e a Marla fez beicinho.
Mal sabem eles como eu estou. Se continuarem assim, me abraçando e tal, eu não me seguro por muito mais tempo.
- Então garota anormal, sou o Juliano. - Abri a boca para dizer "Não, você é o Arnaldo!" Mas se eu não fosse fã, não saberia da existência do Tio.
- E eu sou a Ana. - Outro abraço. Outro perfume delicioso. Outra falta de ar. Outro quase ataque cardíaco.
E por fim, Luan. De cabeça meio baixa, sério mesmo que ele é tímido? Ergue a cabeça e mordeu o lábio inferior. Engoli seco. Se segura Ana.
- Sou o Luan. - Falou me abraçando, prendi a respiração, se inalasse outro perfume delicioso, não seria outro quase ataque cardíaco. Seria um garota atirada no chão, desmaiada.
- Ana.- Falei.
Os seis me olhavam, olhei para o Danni e para o John pedindo ajuda. Não vou aguentar. Os dois entenderam meu olhar, aliás, não só os dois como todos os meninos, que sorriram.
- Nós não mordemos, Ana. - Disse Day.
- Só a Marla, às vezes. - Marreta soltou. E todos rimos.
- Certo, sentem-se meninos! E façam seus pedidos!- John disse e riu um pouco, dirigindo o olhar a mim, malicioso, e depois para eles - Querem ser atendidos por quem? - Eu não podia deixá-los escolher. Por mais que eu saiba que não escolheriam a mim, não podia deixar essa possibilidade entreaberta.
- O Danni vai atendê-los. Vou ajudar a Day. - E saí ligeira de lá, ouvindo-os rir. Entrei no banheiro e joguei água no pescoço e na nuca.
Eu vou ter que sobreviver a essa noite. Fica calma Ana, é só uma noite.
Oiiiiii! Desculpa por não ter capítulo ontem, acabou tendo um imprevisto, era pra eu ter postado mais cedo porém achei que tava pequeno, e pra recompensar o capítulo passado pequeno, aumentei ele. Bom é isso. Comentem e Divulguem!
Contt
ResponderExcluirVc n vai contt mais n??? Ou vc vai parar com a fanfic??
ResponderExcluirComecei a acompanhar a fic e e esta muito boa, mas faz dias q nao posta ... Ainda vai continuar?
ResponderExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirOII, sou leitora nova das sua fanfic e tenho q dizer q esta maravilhosa sua interpretação., SERIO. Enfim, Comecei a ler onteem ee já estou aguardando posts viiu pois já li tudo até onde tem postadoo rsrsrs Vou confesar que estou amandoo aa historiia *–* … Shippando esse casal: Luan é Ana! #Queremos Luan é AnaJuntos
ResponderExcluir#Shippandoocasal naLu / Luna! :)
… Continua logo, pelo amor . Senão eu morro. *0* … Meeeeeeeeu Deus, to ficando maluca com essa fanfic, não ta boa não, tá perfeita!
By |BrudLeto
Continua....essa fafic ta d+ to viciada ja <3 bye: Alice Cristal
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