From the moment, i met you everything changed i knew i had to get you whatever the pain i had to take you and make you mine
O despertador está tocando. Abri os olhos assustada. Estava suada e meus cabelos grudavam na testa.
- De novo Ana? Eu não acredito! Eu nem sou fã desse cara e vivo sonhando com ele! - Disse para mim mesmo
Levantei irritada comigo mesmo e fui para o banheiro.Abri o chuveiro e tirei todas aquelas roupas suadas, a água fria caindo por cada parte do meu corpo vai me acalmar. Fechei os olhos e fiquei ali, alguns minutos sentindo a água fria, quando eu tinha esse tipo de sonho, e olha que esse nem foi tão ruim, só a água fria me acalma. Uma por causa dos meus hormônios, outra pela minha irritação. Já está na hora de crescer e parar com esse sonhos loucos Ana. Vocês nem se conhecem e nunca terão nada!
Vesti um short, uma camiseta do Mickey e chinelos. Já estava mais calma. Eu e meus hormônios, mesmo assim enchi um copo de água e bebi, dando três tapinhas em meu rosto.
- Acho que agora já chega. Você está em Londrina, Ana! Pare de sonhar com ele.
Fiz um sanduíche e fui à sala, sentando no sofá e ligando a TV. Pensei no que fazer durante o dia e a primeira coisa que me veio a cabeça foi procurar um emprego. Minha avó iria pagar o aluguel do apartamento, mas eu ia ter que me virar com o resto. Tenho um pouco de dinheiro, mas não acredito que dê para muitos dias. Terminei de comer e fui me trocar. Vesti uma calça, camisaásica, uma jaqueta preta. Coloquei uma touca e nos pês meias quentes com meu tênis favorito. Afinal, lá fora eu não iria encontrar um aquecedor como que tinha no apartamento. Estava com saudade do calor da Bahia.
Peguei meu celular e meus fones de ouvido. Seria difícil conseguir um emprego, eu não tinha muita experiência em quase nada. Trabalhara apenas um ano e como garçonete. Minha intenção era vir estudar, mas antes ia guardar dinheiro enquanto tentava uma bolsa de estudos, pelo menos na escola eu sempre tirava notas ótimas. A melhor da classe. Aliás, foi a única coisa na qual eu sobressai a minha vida inteira.
[...]
Entrei em várias lanchonetes aleatórias. Quando eu via uma, entrava. Mas só uma delas precisava de garçonete, sendo que iria trabalhar no domingo e como eu sou preguiçosa e se fosse começar a estudar, teria que ter um tempinho livre, não dava. Andei mais um pouco e entrei em um restaurante/lanchonete sei lá o que era. Estou apressada demais para ler. Pedi uma garrafa d'água e esperei sentada em uma mesa perto da janela. Adoro ver o movimento de Londrina. O garçom me trouxe água, agradeci e paguei, quase me esquecendo de perguntar.
- Por um acaso, conhece lugar onde precisam de garçonete?
O garçom que tinha traços de japonês/chinês, não identifico muito bem as diferenças, e sorriu, apontando para um papel grudado no vidro.
'Admita- se garçom'
Ai como eu sou tosca! Será que eu não era capaz de olhar ao redor antes de fazer perguntas? Sorri sem graça.
- Desculpe, entrei depressa e não vi.
- Fale com o gerente, gostaria de uma bela colega de trabalho. - Eu sorri agradecendo tanto pela informação, quanto pelo elogio. Como as pessoas aqui são simpáticas, e educadas. Bebi minha água e dirigi-me ao gerente.
- Olá, vocês tão precisando de garçom, serve garçonete?
O homem com uma barriga avantajada, rosto gordinho e pouca barba riu.
- Claro, venha aqui na minha sala, é melhor. - Disse ao ver um grupo de dez meninas entrarem fazendo barulho e rindo alto. Assenti e fui atrás, então vi, embaixo do tampo de vidro da mesa, esculpido em madeira.
Barolo Trattoria
- Espera, aqui é o Barolo? - Perguntei meio histérica, mas retornando ao meu tom de voz normal ao ver a expressão do gerente. Pigarreei - Quer dizer,é a primeira vez que venho aqui! Cheguei em Londrina ontem! - Menti. Eu não estou empolgada com isso, tá, em partes por isso também. Mas cara, é o Barolo Trattoria! Restaurante preferido do Luan!
O senhor riu.
- Certo...?
- Ana.
- Ana, sente-se. - Eu sentei sorridente, tentando me conter para não parecer uma adolescente de quatorze anos histérica - Me chamo John, e como já deve saber, sou gerente do Barolo. - Continuei assentindo - Quantos anos tem?
- Dezoito, senhor.
- Se vamos trabalhar juntos, quero que me chame de John.
- Certo, John.
- Tem alguma experiência.
- Trabalhei um ano como garçonete. E a minha única experiência. - Falei rindo de nervoso.
- Ok, tenho uma ótima pergunta. Não é conveniente perguntar, mas procure me entender, como estamos no Barolo, é necessário que perguntemos, por conta de algumas coisas que você já vai entender, ou talvez já saiba.
- Pode perguntar. - Afirmei. Mas não fazia ideia de qual seria a pergunta, e isso estava me deixando aflita.
- Você é fã do Luan Santana? - Engasguei com saliva logo que ele terminou a pergunta.Ele arregalou os olhos, espantado abriu a garrafa d'água, despejando um pouco num copo que estava ali e me entregando, bebi tudo.
- Você está bem?
- Sim, obrigada! - Respirei calmamente e voltei os olhos nele - Bom, eu gosto muito das músicas dele, mas não sei se chega a ser considerado fã.
Ele me olhou com desconfiança
- Bem, é que não podemos ter uma garçonete louca por ele , já que é o restaurante preferido do Luan. Temos que ter um profissional que se contenha com a presença dele. E não uma fã histérica, pulando, gritando e chorando ao vê-lo. Se é que você me entende.
NA PRESENÇA DELE??? Parei de ouvir o que ele dizia após essa frase. Quer dizer que ele vem aqui? Como é que eles estavam sem garçonete se ele vem aqui? Que garota não gostaria de trabalhar aqui?
- E-entendo claro! - Gaguejei um pouco - Mas nesse ponto posso garantir que não irei gritar, pular e chorar caso ele venha aqui.
- Ele costuma vim aqui uma vez por mês, as vezes a equipe ou os pais dele vem o acompanhar, quando podem. São pessoas muito simpáticas, mas causam um furor que só vendo! Praticamente temos que fechar para eles, por isso costumam vim no fim da noite, quase na hora de fechar. Então quando vierem, terás que ficar até mais tarde. Se puder, claro.
- Sem problemas - Afirmei ligeira - Mas tenho uma curiosidade: Sabendo que ele e acompanhantes vem pra cá, como ficou sem garçonete?
Outra vez ele riu.
- Não foi por falta de candidatas. Logo que penduramos o anúncio de que estávamos admitindo, tivemos filas de virar a esquina para o emprego. Mas era só falar o nome dele , e explicar que ele viria aqui pelo menos uma vez no mês que elas começavam a gritar, chorar, pular, e duas até desmaiaram. Não posso trabalhar com alguém que desmaia só em ouvir o nome do garoto que terá que atender.
Mal sabia ele que eu provavelmente sou uma delas. Não que eu vá desmaiar, nem chorar, mas pular e gritar são duas reações quase automáticas. Eu acho, não sei, nunca o vi pessoalmente.
- Então, acho que não tenho motivos para não admiti-la! - Exclamou ele levantando-se e estendendo a mão para mim. a apertei sorridente, meu coração batia de um jeito que eu não sabia explicar. Dentro de mim estava pulando. John também sorria, acho que gostara de mim. - Você começa amanhã mocinha, das onze e meia às vinte e três horas, nas sextas e sábados trabalhamos até a meia noite, e me traga sua carteira para que eu possa assinar, assim você terá todos os direitos legais.
- Muito obrigada.
Caminhei até a porta da sala e saía quando fui interrompida.
- Ah, e antes que eu me esqueça! - Exclamou o senhor, me virei ainda sorrindo. - Bem vinda ao Barolo Tratollia. A porta da sua felicidade, o seu mapa do tesouro!
Na verdade ele só falou "Bem vinda ao Barolo Tratollia". Mas o meu coração me fez ouvir estrelinhas escondidas naquela frase.
O primeiro passo estava dado. Eu tinha um emprego em Londrina, e por mais que fosse bem mais que um simples emprego, eu não podia esquecer que John não poderia saber que eu sou quase igual a todas aquelas meninas que ele chamou de 'histéricas', e que eu tenho que admitir, na maioria das vezes somos.
Saí de lá, e parei em frente a tudo aquilo, observando a grande placa que anunciava o nome do restaurante e que eu não vira, dizendo em voz alta.
- Bem vinda ao Barolo Tratollia, Ana!
Nota da escritora:
- Bem, mais uma vez quero agradecer pelos comentários e pedir que divulguem!
- E quero dizer que não sei se realmente o restaurante preferido do Luan em Londrina era esse, mas pelo fato de ele não ter relatado em nenhuma entrevista - que eu me recorde - eu procurei por alguns e resolvi colocar esse, que dizem ser ótimo.
- Comentem!
Ele sempre falava, postava foto, do Villa Fontana
ResponderExcluirAinw ameii!!!
ResponderExcluirMais da pra Contt logo néh kkk! Estou amando sua Fanfic♥♡