segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Capítulo 2

Subi as escadas correndo , já que não havia elevador pelo prédio ter somente cinco andares. Eu venho pesquisando o melhor bairro para se morar em Londrina - apesar de não acreditar que possa haver algum bairro ruim de morar aqui - desde meus dez anos e pela coincidência do destino ou sei lá o que, minha avó conseguiu um apê nesse bairro e aqui estou eu!

Abri as portas aos pulos e entrei correndo no modesto, porém aconchegante apartamento! Nesses meus dezoito anos, eu devo ter feito algo muito bom pra merecer estar aqui realizando meu sonho! Tinha uma pequena cozinha, e o cômodo mais grande era a sala, onde havia um sofá-cama, No único quarto, tinha uma cama de casal e um pequeno banheiro entre ele e a lavanderia. Estava quase perfeito, a única coisa que faltava era minhas coisas.

Eu tinha três malas. Uma com roupas, outra com sapatos e a última com as minhas coisas preferidas, que eu simplesmente não podia deixar na Bahia.

Fui ao quarto e coloquei a roupa de cama que minha dinda comprou de presente para estar sempre comigo, todas as noites. E ajeitei Harry, meu gato de pelúcia sobre a cama. Guardei os sapatos, tocas, casacos, luvas e mantas que trouxera comigo. Então peguei minha pasta com fotos e lembranças. Encontrei quatro porta-retratos vazios na parede. Em um deles, pus a foto de minha família. No outro, uma foto minha com meus avós paternos, os únicos que conheci. No outro, uma foto minha com a turma do ensino médio, eu sabia que ali encontraria rostos amigos e acolhedores. Como as minhas duas melhores amigas: Jéssica e Paola. E no último, coloquei uma foto minha, uma das minhas preferidas. Coloquei-os de volta na parede e peguei na mala uma moldura com uma réplica do meu diploma escolar, colocando junto a eles. Pendurei-os nas paredes do meu quarto, já que eram muito vazias. Levei minha escova de dentes e de cabelo para o banheiro, e coloquei minha toalha de banho com meu nome bordado, presente da minha mãe, no porta-toalhas. Pronto, o apartamento já estava com outro toque. Tinha um pouco de mim lá agora e eu podia sentir-me ainda mais em casa. Sorri satisfeita e meu estômago roncou. Lembrei que não comia há horas. Liguei meu celular no carregador e peguei dinheiro, assim enquanto eu comprava algo para comer, ele ia carregando pra quando eu voltar poder ligar para minha mãe.

Passei na frente do espelho antes de sair. Meu Deus! Não que eu fosse ficar muito melhor, mas realmente estava com uma cara péssima. Cara de ressaca. Deve ser efeito da viagem, sei lá. Penteei os cabelos e sai. Melhor que aquilo não ia ficar.

Desci saltitante as escadas e cumprimentei o simpático porteiro. Caminhei algumas quadras e encontrei um mercado, não que eu não fosse muito boa na cozinha, mas tinha que comprar algo para me prevenir caso a fomo batesse no meio da noite. Tentei comprar coisas saudáveis para no fim do mês eu não estar um boto, mas sério não deu. Comprei várias guloseimas e gastei um bom dinheiro com porcarias, como diria minha mãe. Minha sorte é que ela não vai ver nada disso. Enquanto voltava, parei em uma lanchonete e pedi um Milk-Shake duplo, sentando em uma mesa perto da janela, e tomei-o enquanto observava o movimento da cidade.

[...]

Abri a porta e ouvi o toque do meu celular. Corri até a cozinha e atendi.

- Oi mãe!
- Ana! Está tudo bem? - Perguntou minha mãe aflita
- Tá sim mãe, é que fiquei sem bateria e não teve como ligar antes - Expliquei
- Como é ai filha? É tudo como você imaginava?
- Ainda não tive oportunidade de visitar os pontos turísticos que tenho listados, mas é muito bom estar aqui, e o apartamento é lindo, as pessoas são muito simpáticas e...
- Oi filha! - Exclamou meu pai - Como foi a chegada?
- Ah, eu ia me esquecendo desse detalhe! Acredita que dormi enquanto pousávamos em Londrina? Meu Deus, será que eu não podia estar acordada em um bom momento uma vez na vida? - Perguntei rindo e ele fez o mesmo
- Só você Ana! Olha filha, vamos desligar, a ligação não está muito barata e eu vou ter que vender um fígado se sua mãe continuar assim. Tenha uma boa semana, nos falamos por mensagens, nós te amamos pequena!
- Também amo vocês pai! - Exclamei ouvindo-o desligar.

 Era bem coisa do meu pai contar os centavos pro minuto. Certo, minha vez de ligar para as meninas. Prometi a Jéssica e a Paola que ligaria assim que chegasse, eu queria muito tê-las trazido junto, mas os pais da Jéssica não permitiram. Ela ainda estava tentando convencê-los, porque afinal antes tarde do que nunca! Procurei na agenda do meu celular.

* Paola Cremosa * ~Ligar~

Ouvi risadas quando atendeu, e eu conhecia aquela risada, a Jess estava junto!

- Cacete Ana, pensei que não ia ligar nunca! Eu e a Jess estávamos calculando o preço por minuto pra ver se dava pra te ligar! - Eu ri e elas também
- Oiiii Aninha! - Exclamou a Jess ao fundo - Como é que vai?
- Porra Jéssica, me deixa falar! - Reclamou Paola - Como é que vai Anoca? É como a gente espera?
- É magnífico! Ainda não tive tempo de visitar os pontos turísticos, mas é tão aconchegante! Me sinto finalmente no lugar certo!
- Vadia, eu devia estar ai com você!
- E eu também! - Lembrou Jess - To tentando convencer meus pais, mas tá meio difícil.
- Cara vocês tem que vim pra cá logo! Nós três juntas vai ser tão legal!
- E você pensa que eu não sei?
- Olha meninas,vou desligar, essa ligação não deve tá custando muito barato, mas depois nos falamos pelo twitter, até mais!
- Até Aninha! - Ouvi a Paola dizer enquanto a Jess ria

Guardei as compras, e cortei a pizza que havia comprado em quatro pedaços, coloquei no micro-ondas, liguei meu notebook, abri o twitter e olhei as mentions. Como esperado, nada fora do normal. Exceto as minhas amigas adoráveis.

@Jeerigo: A essas horas a Anoca já tá em Londrina. Cadela!
@PaolaRigo1: HAHAHA nos aguarde, logo, logo vamos estar aí para te encher o saco!

Isso e mais nada. Afinal, por que haveria alguma coisa? Não sou celebridade ou algo do tipo.

Notas da Escritora:

Obrigado pelos comentários! Divulguem a fic se puder! Beijos! 



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